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| Categoria: | XBOX 360 |
| Gênero: | RPG |
| Ano de Lançamento: | 2014 |
| Tamanho: | 15.80 GB |
| Idioma: | Inglês |
| Enviado por: | ANGELiC |
| Descrição | |
Um cataclisma lança a terra de Thedas num turbilhão. Dragões escurecem o céu lançando sombras sobre as terras à beira do caos. Magos abrem guerra total contra os templários opressores. Nações se erguem umas contra as outras. É incumbência sua e de seus aliados restaurar a ordem liderando a Inquisição e perseguindo os agentes do caos. Explore, lidere e batalhe: escolhas difíceis definem sua experiência e até mesmo uma única decisão pode alterar o rumo dos acontecimentos. | |
domingo, 16 de novembro de 2014
Dragon Age Inquisition
Escape Dead Island
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| Categoria: | XBOX 360 |
| Gênero: | Ação |
| Ano de Lançamento: | 2014 |
| Tamanho: | 6.79 GB |
| Idioma: | Inglês |
| Enviado por: | gursantos |
| Descrição | |
Escape Dead Island conta a história de Cliff Calo, um documentarista que acaba explorando as barreiras da sanidade enquanto tenta revelar o que aconteceu na ilha dos mortos. Além das armas improvisadas, a furtividade também deve ser um fator importante. E, para quem realmente se importa com o enredo de Dead Island, bem uma boa notícia. De acordo com a Deep Silver, Escape Dead Island fará uma ponte entre o primeiro e o segundo games da série, mostrando como a infecção saiu da ilha paradisíaca para tomar conta do mundo. | |
Shadow of Mordor
Os últimos títulos inspirados no universo criado por J.R.R. Tolkien não empolgaram muito os críticos ou o público ao longo do tempo e logo se tornaram jogos um tanto esquecidos, como The Lord of the Rings: Conquest, The Lord of the Rings: War in the North e Guardions of Middle-Earth. Um dos que fizeram mais sucesso recentemente foiLEGO: The Lord of the Rings, porém por esse título fazer parte da série de jogos LEGO e possuir um conceito mais lúdico não podemos efetivamente compará-lo com os games antecessores.
E é devido ao histórico pouco animador de jogos baseados nas obras de "O Senhor dos Anéis" que Middle-Earth: Shadow of Mordor, desenvolvido pela Monolith Productions, não foi considerado um dos títulos mais aguardados do segundo semestre de 2014 por bastante gente – e que ledo engano nós cometemos.
O hype em excesso realmente é algo ruim, pois jogamos nossas expectativas lá no topo e normalmente nos desapontamos com o produto final. Contudo, quando o inverso ocorre e somos surpreendidos por um título não tão aguardado, o resultado é extremamente gratificante. Acompanhe aqui nossas impressões de Shadow of Mordor e se prepare para explorar o reino mais maléfico, hostil e ameaçador da Terra-Média como você jamais imaginou jogar.
Um enredo inicial não muito original
Cronologicamente falando, o enredo de Middle-Earth: Shadow of Mordor está situado em algum momento entre os eventos de "O Hobbit" e "O Senhor dos Anéis", sem sabermos exatamente quando. Gollum já perdeu o Anel para Bilbo Bolseiro, porém Sauron não enviou os Nove em direção ao Condado atrás do Um – o que dá início à trama de Frodo.
Nós acompanhamos os guardiões de Gondor, ou rangers, que vivem próximos do Portão Negro de Mordor e vigiam o possível retorno das forças do mal que existem por lá, além de eliminar bandos de orcs remanescentes. O personagem principal é o guardião Talion, que possui certas semelhanças com um ranger mais famoso, Aragorn. Ele vive com Ioreth, sua mulher, e Dirhael, seu filho, nesse local anteriormente dominado pelas forças de Sauron.
Quando o Portão Negro é atacado por orcs e outros servos do Senhor do Escuro, Ioreth e Dirhael são assassinados perante os olhos de Talion e ele próprio é morto pela Mão Negra, um dos servos mais féis de Sauron – e o grande vilão que você deve enfrentar em Shadow of Mordor, detentor de um propósito oculto.
Logo depois disso, o corpo de Talion é ressuscitado pelo espírito de Celebrimbor, um elfo nobre que foi morto séculos atrás em circunstâncias parecidas com as de Talion e que quer se vingar do Sauron e da Mão Negra. Juntos, os dois personagens procuram desvendar os mistérios que os unem e derrotar os inimigos de Mordor.
Apesar de funcionar de modo eficiente, graças aos flashbacks que apresentam o início do enredo, devemos pontuar que esse não é o contexto mais original de todos: mulher e filho mortos que originam um sentimento vingativo implacável em Talion.
O fato de o jogo tentar encaixar diversos episódios que vemos depois em "O Senhor dos Anéis" também pode soar um tanto forçado (como as participações de Gollum, mesmo que interessantes), porém em nenhum momento, pelo menos até onde percebemos, eles se tornam incongruentes com as tramas oficiais que já conhecemos. Percebemos que o material de Tolkien foi respeitado pelos desenvolvedores, mas algumas liberdades foram tomadas com o objetivo de tornar o jogo mais plausível dentro de seu próprio contexto.
Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Será mesmo?
Middle-Earth: Shadow of Mordor é essencialmente um RPG de ação, ou seja, existem muitos elementos de RPG aqui que interferem diretamente no desenvolvimento do personagem, porém o foco real do jogo é estraçalhar um exército de orcs. Depois que Celibrimbor ressuscitou Talion, você é capaz de jogar e alterar o uso dos dois personagens em um só corpo, sendo que eles possuem habilidades e características bem específicas.
Celibrimbor é representado como um espectro, de modo parecido como os Nove são representados como fantasmas nos filmes de Peter Jackson. Além disso, sempre que jogamos com o elfo, podemos visualizar a Terra-Média de modo fantasmagórico, como quando vemos o mundo quando Frodo está com o Anel – são essas pequenas características eficientes que deixam o jogo mais familiar com o que já conhecemos da Terra-Média nos filmes e livros.
Alterar entre os dois personagens é algo extremamente interessante devido às peculiaridades que os protagonistas apresentam. Por exemplo, você só é capaz de utilizar o arco enquanto jogar como Celibrimbor, já que ele é um elfo extremamente habilidoso. Talion, por outro lado, é capaz de escalar as mais variadas construções silenciosamente e manejar a espada de modo perfeito, porém é quando Celibrimbor cede seus poderes espectrais ao guardião que os combos mais acrobáticos, poderosos e sanguinolentos são desferidos.
Existem duas árvores de habilidades básicas que estão divididas entre os pontos de guardião e de espectro, sendo que as pontuações que podem ser gastas são adquiridas nos confrontos. Se você quiser gastar em melhores atributos, como maiores quantidades de vida (algo essencial), outros pontos são necessários: as mirians, moedas extintas da Terra-Média que são obtidas principalmente em missões paralelas. O progresso do personagem ocorre de modo natural e no geral não há grandes dificuldades em enfrentar os inimigos.
O leque de armas não é grande (e não existem armaduras), já que você só faz uso do arco, da espada e da adaga. Contudo, não pense que elas são insuficientes, pois novas habilidades são desbloqueadas constantemente. Além disso, você pode equipá-las com runas, eficientes poderes que são absorvidos depois de derrotar capitães orcs e que conferem características específicas aos equipamentos.
Como não existem itens no jogo, as runas funcionam como se fossem objetos que equipam as suas poucas armas. Por Shadow of Mordor ser um RPG de ação, o fato de não existir lootou diversas armas, armaduras, cidades, lojas, itens e equipamentos não é algo necessariamente negativo, pois o foco do título está nos combates e o desenvolvimento do personagem ocorre de outros modos.
No quesito de abordagem dos inimigos, é possível partir para as batalhas diretamente ou andar de jeito furtivo pelo cenário, sem ser detectado pelos orcs e podendo matá-los silenciosamente no melhor estilostealth – o que é obrigatório em determinadas missões. Indicamos que você não seja muito impulsivo e ande livremente pelo cenário, pois logo pode ficar rodeado por mais inimigos do que é capaz de lidar e deverá fugir de hordas de orcs raivosos.
Eu já vi isso em algum lugar...
De certo modo, Middle-Earth: Shadow of Mordor faz uso de alguns conceitos que já conhecemos em outros jogos – e é simplesmente impossível não comparar o título com eles. Por exemplo, o fato de Talion poder escalar torres com facilidade, andar furtivamente em caminhos estreitos que ligam altas edificações, identificar inimigos de longe, dar saltos enormes e cair no chão praticamente intacto lembram os jogos da série Assassin’s Creed.
Do outro lado, temos os combates com comandos rápidos que devem ser pressionados no momento exato, zooms em determinados ataques e mudanças rápidas de ângulos de câmeras que também já vimos nos títulos recentes de Batman: Arkham – além de muitas acrobacias, cambalhotas e esquivas cheias de estilo. Shadow of Mordor parece unir esses dois conceitos e acrescentar mais alguns ingredientes próprios nesse padrão de jogabilidade, como os combos e poderes que Celibrimbor confere à Talion e o complexo modelo hierárquico dos orcs que interfere diretamente no progresso do jogo.
Além de Sauron, são os orcs que reinam em Mordor
Um dos grandes destaques de Middle-Earth: Shadow of Mordor é o inovador modelo hierárquico de orcs (ou urkus, como eles também são denominados no jogo), batizado de Nemesis. Ao contrário do que você pode imaginar inicialmente, os capitães orcs realmente desempenham um papel importante no desenrolar do jogo – prepare-se para ver alguns adversários bem grotescos, repletos de retalhos e loucos por sangue.
Com os poderes de Celibrimbor, você pode invadir as mentes desses inimigos e descobrir quais são os seus capitães, assim como suas respectivas forças e fraquezas. Orcs não são confiáveis, porém ler suas mentes é algo infalível – e um recurso muito útil para você descobrir localizações de inimigos mais relevantes.
É através desse rastreamento realizado nas mentes dos uruks que você consegue delimitar os inimigos e ver o quão forte eles são, assim como identificar quais serão os seus próximos passos. O jogo pode ser bastante cruel nesse sentido, já que as mentes dos inimigos são invadidas, dominadas e depois você pode matá-los de um jeito bastante brutal (o título possui um alto grau de violência explícita, como decapitações, desmembramentos e muito mais).
Quando um capitão é morto, o seu posto é liberado para outros orcs que desejam ocupá-lo. Através do quadro hierárquico exibido no jogo, você pode ver em qual posto os capitães uruks estão e escolher um deles como alvo, o que alterará as estruturas dessa sociedade. Por Talion estar praticamente só em Mordor, logo todas as castas de urkus ficam cientes de quem você é e passam a caçá-lo também.
Um desses capitães é Ratbag, um hilário uruk que Talion decide ajudar depois de receber informações cruciais sobre os próprios capitães – o que consequentemente confere rápida ascensão ao grotesco orc. O mais interessante é que, se você for morto por um determinado capitão, ele ficará mais forte e ganhará pontos de reputação perante os outros orcs – e quando o reencontrar, o questionará como você está vivo se ele o matou.
Logo, morrer só deixará seus inimigos mais e mais fortes, portanto seja extremamente cauteloso ao escolher suas brigas. Apesar de esse risco iminente existir, Middle-Earth: Shadow of Mordor não pode ser considerado um jogo difícil, especialmente no início. Outro aspecto interessante é que depois você pode, digamos, recrutar alguns orcs e fazer com que os próprios clãs briguem entre si.
De certo modo, é quase como se você escravizasse os urkus pelo poder da mente e os usasse como meio de chegar ao seu destino final – o que não é muito politicamente correto. Matar alguns capitães pode ser relativamente fácil, sendo que o real perigo é quando você se vê rodeado por incontáveis orcs. As cenas de introdução ao encontrar os capitães, que sempre prometem matá-lo do pior jeito possível, podem se tornar repetitivas depois de algum tempo, já que não como pulá-las.
One does not simply walks into Mordor
É claro que Mordor não possui somente orcs em seu vasto território maligno; outras criaturas funestas habitam esse local desolado, como graughs (trolls maiores), caragors (monstros como wargs), bestas aladas e muito mais – o que, felizmente, confere maior variedade de inimigos, já que não saímos de Mordor.
Por mais que o foco geral de inimigos do jogo seja os urkus e o ranking dos capitães, todos eles possuem características específicas que de algum modo os diferem bastante, sejam fisicamente ou no próprio estilo de lutar – nesse ponto, não se preocupe, pois o título não ficará repetitivo. Quanto à ambientação do reino de Mordor, o mundo desenvolvido pela Monolith Productions ficou bastante crível no que já conhecemos.
Um reino em ruínas, repleto de construções inacabadas e abandonadas, acampamentos de orcs, campos de trabalho de escravos, um terreno pedregoso, montanhoso e bastante cinzento (apesar de algum verde aqui e acolá), tudo está presente. É Mordor essencialmente que vemos no título. No quesito gráfico, o jogo está extremamente caprichado, com ótimas texturas – principalmente nas peles dos inimigos. Alguns rostos podem não ter ficado tão impressionantes, porém isso pode ser relevado com outros pontos gráficos melhores.
Nós jogamos as versões de PlayStation 4 e de PC, e esse é definitivamente um jogo da nova geração. Se você jogá-lo no PC e possuir um computador realmente poderoso, será possível deixar os gráficos em Ultra HD muito mais nítidos, especialmente as texturas, como já comentamos aqui no Baixaki Jogos. As sombras, os efeitos de iluminação, o movimento dos personagens e as animações de combate, tudo parece fluir adequadamente e de modo harmônico, o que confere jogatinas muito mais imersivas e divertidas.
O mundo aberto do jogo também é vasto e oferece diversas missões paralelas e locais que podem ser descobertos. É claro que esse não é um universo tão extenso quanto o que vemos em The Elder Scrolls V: Skyrim ou Grand Theft Auto V, porém mesmo assim ele é capaz de mantê-lo ocupado por horas e sempre com novidades. Ao realizar as missões principais e algumas das sidequests, o jogo pode passar das 20 horas facilmente, sendo que você levará muito mais tempo se quiser concluir 100% do game.
Em português?
Se você comprar Middle-Earth: Shadow of Mordor online nas lojas brasileiras da PlayStation Network, da Xbox LIVE e do Steam, ele terá possibilidade de áudio e legendas em português. É importante ressaltar que, se você adquirir o título com um registro estrangeiro na PSN, por exemplo, o jogo não virá em português – certifique-se bem disso.
Como vem ocorrendo nos últimos jogos lançados em português, os dubladores fizeram um bom trabalho. Entretanto, esse ponto é mais uma questão de gosto pessoal; se você curte jogos com áudio original em inglês ou em português. O trabalho foi bem realizado, pois, apesar de alguns sotaques regionais nítidos, todos os uruks falam de modo errado, com conjugações precipitadas e se xingam o tempo todo, com um vocabulário típico de orcs – o que é genial.
O áudio em geral do jogo é excelente, já que as músicas orquestradas que eventualmente são reproduzidas remetem de algum modo às músicas que já ouvimos nos filmes de Peter Jackson e parecem pertencer ao mesmo universo. Contudo, não existem faixas memoráveis que marcam o enredo. Durante os confrontos, prepare-se para ouvir muitos berros, orcs gritando, corpos dilacerando, espadas colidindo, entre outros sons brutais.
Com o conjunto de aspectos positivos que Middle-Earth: Shadow of Mordor traz, não podemos dar uma pontuação menor do que 90, que só não é maior devido ao grau de dificuldade que pode oscilar muito e ao enredo pouco empolgante de Talion – que apesar de possuir estruturas narrativas interessantes, não desenvolve muito. O modelo hierárquico de orcs é o grande diferencial e, graças à variedade de inimigos e características únicas, você não ficará enjoado de enfrentar os uruks.
Middle-Earth: Shadow of Mordor não só se revelou surpreendentemente excelente, como também é capaz de agradar aos jogadores que realmente gostam do universo de Tolkien (e há muito conteúdo complementar nos apêndices do jogo) e aos que o desconhecem quase que por completo. Fãs de RPG de ação devem se entreter aqui – e por bastante tempo.
Far Cry 4
Construído a partir do DNA de seu lendário antecessor, Far Cry 4 oferece a experiência mais imersiva expansiva já conhecida da franquia Far Cry, em um enorme mundo aberto e completamente novo. Você será agora capaz de descobrir e explorar o mundo aberto de Kyrat junto com seus amigos na nova experiência de modo cooperativo. Escondido entre as cordilheiras do Himalaia reside Kyrat, um país rico em tradição e em violência. Você é Ajay Ghale, viajando para Kyrat para cumprir o último desejo de sua mãe, você se encontra preso em uma guerra civil para derrubar o poderoso ditador opressivo Pagan Min. Explore e navegue por este vasto mundo aberto, onde o perigo e imprevisibilidade espreitam a cada esquina. Aqui, cada decisão conta, e cada segundo é uma história.
Bem-vindo ao Kyrat.
Bem-vindo ao Kyrat.
Até que não demorou. É comum que as informações sobre jogos com muito hype vazem antes do lançamento – e nunca sabemos se isso é proposital por parte das publishers ou não –, e Far Cry 4 é a nova “vítima” da vez. O mapa do game vazou na rede. Sem delongas, confira-o abaixo:
Vários detalhes acompanharam esse vazamento. Não se trata de uma mera “planta” do mundo de jogo. Nomes de regiões e imagens de animais estão ali. Os locais que podemos visualizar são os seguintes:
- Banapur
- Meh Teh Airport
- Rochan Brick Factory
- Kyra Tea Factory
- The Sleeping Saints
- Tirtha
- Chal Jama Monastery
- Naccarapur
- King’s Bridge
- Utkarsh
- Jalendu Temple
- Royal Fortress
- Royal Palace
- Valley of Death (Vale da Morte!!)
Que linda fauna, cheia de animais exóticos
Seguindo a cartilha do anterior, Far Cry 4, como já se sabe, terá fauna e flora riquíssimos em variedade. No mapa acima, já é possível conferir os animais separados por regiões, bem como uma lista com o nome de todos eles à direita. Traduzidos e na ordem, são eles:
- Elefante
- Iaque
- Rinoceronte (sim, rinoceronte)
- Macaco
- Ratel (parece um gambá)
- Tigre
- Lobo
- Lobo tibetano
- Cão-selvagem-hindu (parece uma "raposa-cão", agressivo)
- Urso
- Javali
- Porco-selvagem-eurasiano
- Cervo
- Carneiro-azul (ou Bharal mesmo)
- Peixe-demônio
- Leopardo-das-neves
- Anta
- Jiboia (a temida "Python")
Isso só para citar alguns. É claro que haverá muito mais. O elefante e o rinoceronte são apenas duas das grandes novidades nessa seleção.
Vamos relembrar os mapas de Far Cry 3
Separamos, adiante, os mapas de Far Cry 3 e o de Far Cry 4 para que se possa ter uma noção da diferença geográfica – em termos de volume – entre um e outro:
Vazou! Veja o gigantesco mapa de Far Cry 4 com animais, regiões e mais
A exploração de Far Cry 4, como já relatado pela Ubisoft em diversas ocasiões, será mais “vertical”, uma vez que o game terá mais regiões montanhosas. Portanto, o tamanho é proporcionalmente diferente em vários sentidos.
Além disso, Far Cry 3, para quem não se lembra, teve uma área ao norte e outra ao sul, cada qual com seu mapa e seus afazeres. Portanto, Far Cry 4 certamente terá muito mais do que esse vazamento. O que você achou?
Moto GP 2014
Por dentro do mundo do MotoGP: leal ao MotoGP em todos os aspectos do jogo, desde realismo gráfico até interface estilo TV, incluindo menus e sons. Você é o piloto: Graças ao gerenciamento realista você pode sentir a verdadeira emoção sobre uma moto e terá a liberdade de escolher como pilotar. Um novo modo de carreira com elementos em primeira pessoa como visão de capacete e de box garantem uma experiência de jogo ainda maior. Diversos modos de jogo: Quick Race, Race Weekend, Championship, Split Screen e muito mais. .. [ Ver em tamanho real ] [ Ver em tamanho real ] [ Ver em tamanho real ] | |
Fabricante: Milestone Genero: Corrida Multiplay: Sim Nº de jogadores: Mais de 4 Extensao: RAR Sistema de cor: ntsc Nº de cd/dvd: 1 Idioma original: pt-br Legenda: PT-BR |
LEGO Batman 3: Beyond Gotham
Em meio a títulos como Bloodborne, Assassin’s Creed Unity, Sunset Overdrive e outros tantos nomes de peso presentes na BGS 2014, há também espaço para jogos voltados para um público muito menos preocupado com o poderio gráfico da última geração de consoles. E poucos games são mais voltados para quem quer pura e simples diversão do que os da série LEGO.
Com isso em mente, fomos até o estande da Warner Bros. para conferir de perto a demonstração do novo título do maior detetive do mundo dos quadrinhos no universo dos famosos bloquinhos de montar, LEGO Batman 3: Beyond Gotham. O game apresenta uma jogabilidade muito similar a dos outros jogos dos brinquedos montáveis, mas traz nada menos do que 150 personagens jogáveis, entre heróis e vilões da DC e algumas melhorias visuais.
Durante a breve demonstração, pudemos conferir duas partes do jogo, uma apenas com o próprio Batman e seu parceiro Robin e outra com a participação do homem-morcego, Ciborgue e Flash. Cada um dos heróis tem acesso a um conjunto particular de trajes especiais que fornecem a eles conjuntos distintos de habilidades, de forma que é preciso alternar constantes entre personagens e roupas para superar os obstáculos.
A mesma diversão de sempre
O esquema de combate, troca de personagens e uso de habilidades especiais também permanece inalterado, de forma que um dos principais atrativos é a história centrada em Brainiac, que vai levar os heróis a explorar vários mundos em busca dos anéis das diferentes tropas de Lanternas – ou pelo menos os dos Verdes, Amarelos e Vermelhos. Tudo isso, é claro, trazendo todo o bom humor e diversão proporcionados pelos jogos LEGO.
O jogo anterior do maior detetive do mundo no universo dos bloquinhos de sucesso foi um grande sucesso de público na franquia, permanecendo entre os jogos mais vendidos por tempo considerável em algumas partes do mundo. Resta agora esperarmos a versão concluída do título para saber se o novo episódio conseguirá realmente superar seu antecessor – mas adiantamos: o que vimos na BGS certamente apresentou potencial para agradar os fãs.
Digimon All-Star Rumble
A Bandai Namco anunciou mais um trailer e um conjunto de imagens para Digimon All-Star Rumble, o novo jogo de luta entre os bichinhos cibernéticos que juntos combatem o mal. O vídeo, que você confere logo acima, traz a jogabilidade de Veemon, Gomamon e Gatomon, bem como suas respectivas formas evoluídas ExVeemon, Plesiomon e Angewomon.
Juntamente do trailer, a produtora divulgou algumas screenshots do modo de história, pelo qual os jogadores passarão por várias fases lutando contra os adversários para descobrir a origem do lendário “Torneio Digimon”. Cada monstrinho terá uma trama diferente, e ao final de cada cenário eles terão que enfrentar um Digimon rival.
PES 2015
Para muitos fãs de futebol, a briga entre FIFA e PES já acabou há um bom tempo. Tanto pela questão da jogabilidade quanto pelos recursos, cada jogador escolheu seu favorito e vem mantendo a tradição com as novas sequências.
Ao que tudo indica, até agora o título da EA estava na vantagem. Não que o título da Konami não tenha apresentado inovações, mas alguns deslizes — alguns bobos, mas outros bem sérios — estavam impedindo que a desenvolvedora japonesa pudesse marcar os três pontos.
Mas talvez essa história possa mudar daqui pra frente, ao menos no que depender das inovações presentes em Pro Evolution Soccer 2015. É claro que o falatório não é de hoje, mas a entrada na nova geração é um passo importante, e até decisivo, para que a Konami saiba como vai rolar a bola daqui pra frente.
Nós testamos o jogo durante alguns dias, experimentando cada tipo de campeonato, conhecendo os novos recursos, conferindo os principais times, testando diferentes tipos de lances, analisando de perto as movimentações da inteligência artificial e, claro, analisando como o conjunto da obra se apresenta para o jogador.
Antes de entrar nos detalhes, quero deixar claro que esta análise é sobre o PES 2015, portanto não espere comparações com FIFA 15. Algumas considerações sobre a evolução da série fazem parte desta análise, mas é importante adiantar que, acima de tudo, este texto é sobre o novo título, por isso vou focar nas novidades e nos recursos deste game. Sem mais delongas, vamos rolar a pelota!
Elevando o nível de dificuldade
Fica evidente que a Konami fez um trabalho bem equilibrado aqui, atendendo a muitos dos pedidos dos fãs e retomando o espírito da série. O título apresenta algumas melhorias na dificuldade (a inteligência artificial não é mais tão bobinha) e provavelmente vai forçar os novatos a capricharem no treino para conseguir avançar nos torneios.
O game apresenta um balanço entre simulação e o estilo arcade. Ele ainda continua rápido, mas agora exige um pouco mais de empenho, forçando o jogador a driblar e utilizar táticas baseadas na formação. Basicamente, acabou aquela história de sair correndo em direção ao gol e marcar vários pontos na moleza.
Ainda que o jogo não traga comandos realmente inovadores, o modo de tutorial pode ser uma opção viável para todos, já que é possível obter algumas dicas que podem fazer a diferença na hora das partidas e treinar os chutes, visto que sempre há alguma alteração no modo de cobranças de faltas, cruzamentos e coisas desse tipo.
Na hora das partidas, seja contra a máquina ou ao enfrentar uma pessoa, os dribles e comandos manuais podem ajudar muito. A Konami valorizou esse tipo de recurso, o que deve garantir um futebol mais bonito e verdadeiro. O sistema de flechas para toques livres ainda está presente, o que facilita a vida de quem já usava esta funcionalidade no PES 2014.
Sobre a inteligência artificial, podemos elogiar os jogadores, mas temos que ressaltar que os goleiros ainda são frangueiros. Parte das falhas na defesa são propositais, já que a ideia é imitar a realidade, sendo que o goleiro pode acabar pulando para o lado errado. É interessante que mesmo com esses problemas, as partidas dificilmente acabam em goleadas.
MyClub é o recurso que faltava no PES
Para algumas pessoas, o futebol é apenas a experiência em campo, mas há quem prefira levar a jogatina para fora do gramado. Com o MyClub, a Konami consegue proporcionar a experiência completa do esporte bretão com toda sua modernidade. Agora, o jogador pode trilhar seu caminho com um time único.
Primeiro, é preciso selecionar uma equipe básica — o que garante que a narração funcione e que você tenha uniforme — e contratar um técnico responsável pela sua carreira. Depois, você deve escolher um empresário que tenha influência e seja capaz de conseguir jogadores experientes para levar sua equipe adiante.
Além disso, você fica responsável por montar a formação, gerenciar as táticas (de ataque e defesa) e garantir o entrosamento entre seus atletas. Após ter tudo isso definido, você pode começar a enfrentar os adversários, que pode ser o computador ou jogadores de todo o globo.
Ao conquistar vitórias, empates e realizar proezas em campo, você ganha moedas que pode utilizar para melhorar sua equipe e ir subindo no ranking mundial. A ideia, obviamente, é estimular a competição, o que funciona muito bem. Este é o recurso que faltava e que faz muita diferença no PES 2015.
Gráficos de nova geração
A FOX Engine já se mostrava promissora na geração anterior, mas é na nova geração que ela mostra todo seu esplendor. A modelagem de personagens está ainda melhor (algo notável principalmente nos replays, em que podemos aproximar a câmera e observar todos os detalhes) e as texturas, pelo menos dos uniformes, imitam a realidade com maestria.
Ao se jogar na grama, os uniformes e chuteiras ficam sujos (veja na imagem abaixo), algo que acontece de forma aleatória, evitando o uso de modelos prontos que deixariam o jogo com uma cara bem genérica. As animações estão mais naturais, o que podemos notar tanto durante a entrada dos atletas no estádio quanto durante a jogatina. A interação entre personagens é natural e são raras as situações em que os objetos colidem de forma bizarra.
Os estádios não parecem ter sofrido grandes mudanças, mas eles já eram muito convincentes, então não há problemas nesse sentido. As torcidas estão mais participativas e a modelagem dos fãs que ficam gritando nos estádios melhorou muito. O campo não é mais apenas um piso bruto pintado de verde, sendo possível inclusive definir a altura do gramado.
Uma das grandes novidades é a jogatina com o clima chuvoso. Esse recurso que ficou faltando na versão anterior — por conta de alguns inconvenientes da engine com os consoles antigos — é mais do que bem-vindo, já que dá mais realismo e dificulta a jogatina. A chuva é realista, aparecendo em intervalos e com intensidade diferenciada. O campo, contudo, não fica encharcado, mas certamente fica mais liso.
O esquema de iluminação do PES 2015 segue um pouco aquilo que já vimos no antecessor. A entrada dos raios solares em campo é natural e imita muito bem o que vemos na televisão, com regiões mais saturadas e algumas sombras bem realistas. Há diferenças quando temos a chuva atuando, pois o jogo fica um pouco mais escuro, mas isso, de forma alguma, prejudica a jogatina.
Unindo todos esses aspectos, temos um jogo muito bonito para ver de longe e de perto. A grande vantagem, contudo, não é a modelagem ou as texturas, mas sim a fluidez notável nas plataformas mais recentes.
Certamente, os gráficos ainda estão muito longe da realidade, sendo que alguns podem até criticar o aspecto “de massinha” dos rostos dos personagens. É preciso colocar aqui, contudo, que estamos tratando de um jogo que trabalha com 22 jogadores em campo, o que limita um pouco as opções nesse sentido.
Basicamente, há uma evolução nítida, que deve agradar aos fãs e impressionar os críticos que desmerecem os belos gráficos criados pela Konami. Deixo claro que cada um pode ter suas críticas, mas que é preciso ter embasamento — ou seja, é bom você testar antes de falar mal — e criticar com argumentos verdadeiros, já que o trabalho executado em PES 2015 apresenta qualidade.
O velho problema de licenças
Um dos grandes entraves para que Pro Evolution Soccer possa se sobressair ao concorrente é justamente a falta de licenças oficiais para representação dos times dentro do jogo. Isso já aconteceu no passado e se repete em PES 2015. Há diversos times internacionais e brasileiros que estão ali apenas para constar, pois as representações ficaram bem desconexas e o jogador não tem como ir muito adiante sem editar os times.
No caso das equipes do Brasil, apenas quatro times (Corinthians, Cruzeiro, Figueirense e Palmeiras) estão quase de acordo com a realidade. Esses foram os clubes que aceitaram o contrato com a Konami e trazem escalações com nomes verdadeiros — ainda que estejam desatualizadas.
Os uniformes e brasões estão corretamente representados, mas dá uma preguiça editar o nome de todos os jogadores para poder brincar com os demais times. É bom frisar que além de todos os times da série A, o PES 2015 ainda tem o Vasco da Gama como adicional, o que é excelente para os fãs do time.
Seus torneios favoritos estão aqui
Quem sempre curtiu Pro Evolution Soccer devido à diversidade de ligas e times, certamente vai adorar saber que o novo jogo também está completíssimo nesse sentido. Ainda que não tenhamos a segunda divisão de alguns países (como o Brasil), as tantas opções de campeonatos certamente garantem infinitas horas de jogatinas.
Você pode escolher entre: UEFA Champions League, AFC Champions League, Copa Total Sudamericana, Liga Inglesa, Liga Italina, Liga BBVA, Ligue 1, Eredivisie, Liga de Portugal, Liga do Brasil, Primera División, Liga PDII, Liga PEU, Liga PLA, Liga PAS, Segunda Divisão Inglesa, Liga Adelante, Ligue 2, Segunda Divisão Italiana e outros times europeus.
Além de todos os campeonatos com participação ativa, você ainda pode aproveitar a Master Liga e controlar seu time como técnico, realizando negociações de jogadores, dando instruções e acompanhando as partidas em tempo real. Se for pensar bem, esse modo já consagrado é como uma versão simplificada do MyClub, mas que ainda pode ser interessante para quem curte desenvolver o papel apenas de técnico.
Disputas online e sonoridade de qualidade
Se você achava que o modo online do PES 2014 já estava bom, possivelmente vai se surpreender com os resultados que a Konami atingiu no novo game da franquia. Seja no MyClub ou em partidas amistosas contra um jogador (infelizmente não pudemos testar o modo multiplayer que suporta até 22 jogadores, pois os servidores estavam vazios), não tivemos problemas graves de jogabilidade.
Em apenas duas situações presenciamos pequenos lags, os quais foram indicados por uma barrinha que indicava lentidão em nossa conexão local. As respostas dos comandos apresentam atraso mínimo e a movimentação dos adversários acontece de tal forma que temos a impressão de que a jogatina é local. Nossa experiência foi satisfatória e acreditamos que a Konami acertou nesse sentido.
A narração do jogo continua ótima, com os comentários bem pensados de Silvio Luiz e Mauro Beting. Para o PES 2015, os dois profissionais mudaram um pouco o falatório, dando novo fôlego às partidas que já estavam cansativas com as mesmas conversas. A trilha sonora do jogo está recheada de músicas recentes e muito boas, o que deixa o clima descontraído no pré-jogo.
É pior ou melhor que o PES 2014?
Sinceramente, na opinião deste humilde redator, Pro Evolution Soccer 2015 apresenta melhorias nítidas se comparado ao seu antecessor, ainda que isso não implique que ele será o melhor para todos os fãs da série — já que cada jogador tem suas preferências e pode perfeitamente discordar de vários aspectos apontados nesta análise.
Em questão de gráficos, a FOX Engine surpreende, já que está mais madura e apresenta avanços preciosos na nova geração. Na jogabilidade, o game está mais difícil e coerente com a realidade, mas tem essa pegada diferenciada sem distanciar tanto do velho estilo arcade.
A diversidade de times, bem como os tantos modos de jogo são características importantes, que garantem ao jogador boas razões para permanecer jogando por vários meses. O modo MyClub é o grande destaque e certamente coloca o título para brigar com seu principal concorrente.
Levando tudo isso em conta, é possível que você esteja se perguntando o motivo para que PES 2015 receba uma nota inferior (você vai ver logo abaixo a nota do jogo) a que foi dada para PES 2014. Bom, é preciso esclarecer que estamos tratando de momentos diferentes, considerações diversas e redatores com opiniões distintas, as quais são baseadas em inúmeras experiências.
A nota final atribuída ao PES 2015 não é baixa e está justíssima. Deixo claro ainda que este número é apenas um parâmetro de referência para se ter uma noção da qualidade geral do jogo. A nova versão da franquia está muito boa e vai surpreendê-lo. Basta você dar uma chance e verá que as peladas do novo Pro Evolution Soccer estão sensacionais!
Assassin´s Creed Rogue
A proposta de Assassin’s Creed Rogue pode passar a falsa impressão de “rescaldo” — de raspa de tacho destinada a apenas soltar um último sopro de novidade sobre a geração anterior de consoles. E isso provavelmente é reforçado pelo lançamento praticamente simultâneo do game com o extremamente aguardado Assassin’s Creed Unity, este sim, totalmente novo e com os olhos fixos no horizonte da oitava geração.
Honestamente? Bem, a despeito de Unity, pode-se dizer que nada poderia ser mais equivocado. Sim, é verdade que Rogue não navega para muito longe das praias conquistadas pela franquia da Ubisoft ao longo de sete anos de uma história bem contada. Mas, quer saber? Isso parece ter feito muito bem ao título.
Particularmente, sempre fui fã daqueles últimos títulos lançados em plataformas que acenam em longas despedidas. Isso porque, em vez de tentar surpreender público e crítica com novidades rodeadas por fogos de artifício, as desenvolvedoras normalmente apresentam títulos mais focados, mais direto ao ponto — e, frequentemente, mais destinados àqueles jogadores que podem ter sido conquistados pela pirotecnia um dia... Mas que gostariam, em certo ponto, de enxergar uma evolução e um requinte naturais em uma série favorita.
E, sim, esse é Assassin’s Creed Rogue. Amplamente baseado em uma fórmula já entalhada em pedra — mesmo no que tange as batalhas navais —, a ideia da Ubi aqui foi a de mostrar um game maduro, a de explorar o arco de histórias complexo e incrivelmente rico de Assassin’s Creed.
O mais “cinzento” dos assassinos
No centro dessa experiência dramática e, em certa medida, mais adulta, certamente se encontra o protagonista Shay Patrick Cormac. Se os assassinos de games anteriores lhe pareciam anti-heróis rematados, então com certeza convém que você acompanhe de perto a história do Sr. Cormac.
Como você já deve saber a esta altura, Shay é um assassino que se vê forçosamente convertido em templário por uma sucessão de eventos que lhe fizeram questionar os métodos do seu grupo. Ocorre, entretanto, que um resumo assim jamais poderia recriar todo o processo dramático pelo qual passa esse assassino tão peculiar.
De fato, Shay escapa logo de cara de qualquer estereótipo do herói à margem da sociedade. Movido por ideias próprias, este personagem incrivelmente bem assentado mostra uma evolução das mais convincentes entre todos os títulos da franquia. Sua leveza inicial e seu pouco comprometimento com regras e treinamentos insinuam logo de cara, entretanto, a existência de um espírito livre e questionador.
Dessa forma, quando Shay finalmente “vira a casaca” e resolve defender aquela famosa cruz, a quem acompanhou a história, tudo parece incrivelmente natural. Trata-se, sem dúvida, de um dos personagens mais fortes e mais coerentes que já surgiram em um Assassin’s Creed.
O preço de seguir o próprio instinto
O caráter forte de Shay é também um dos principais ingredientes para a história efervescente de Assassin’s Creed Rogue. Sem querer disparar spoilers aqui, a trama dramática desse último esforço da série na sétima geração é pontuada por reviravoltas e por decisões moralmente difíceis — conforme os velhos amigos se tornam subitamente novos inimigos.
Herdeiro direto de Black Flag e de AC 3
Se você jogou Assassin’s Creed: Black Flag e/ou Assassin’s Creed 3, então certamente vai se sentir em casa aqui. De fato, em termos de jogabilidade não há diferenças tão significativas. Dessa forma, a ação toda ainda será dividida entre manobras furtivas, ataques diretos, combates navais e administração de locais conquistados por todo o mapa.
Mas nunca é demais reforçar: antes de representar uma estagnação, a escolha da Ubisoft de manter o excelente sistema de Black Flag e AC 3 mostra, antes, um deslocamento muito bem vindo do eixo para o objetivo de contar uma boa história (confira acima).
Dessa forma, o fato de os movimentos de Shay levarem grande parte dos jogadores para um terreno familiar faz com que a sua história dramática e bem calcada ganhe o destaque que merece. Ademais, há aí também Unity, notadamente para dar o que se espera que seja o “próximo” passo na jogabilidade da série — o que torna ambos os títulos notavelmente complementares.
Rostos conhecidos
Mas a familiaridade de Rogue também deve se revelar em outro ponto: quem jogou títulos anteriores da série (sobretudo Black Flag e AC 3) deve ganhar de lambuja aqui diversas referências — daquelas que nos fazem disparar “Ah!, eu sei ao que ele fez menção aí!”.
Com sua trama localizada entre os anos de 1752 e de 1761, Rogue, naturalmente, torna-se, em parte, contemporâneo de Black Flag por exemplo. Portanto, espere para encontrar rostos conhecidos, cujas histórias de vida devem ganhar alguns parênteses bem... Interessantes. Destaque, é claro, para certo Edward Kenway e também para o altivo Achilles.
Novos movimentos
Não, realmente não há uma nova jogabilidade aqui. Conforme dito anteriormente, há a mesma boa mecânica de jogo que conquistou legiões de assassinos mundo afora, sobretudo com Black Flag e com Assassin’s Creed 3.
Entretanto, Shay tem algum estilo próprio. Talvez a principal adição aqui sejam os saltos entre paredes, levando rapidamente o assassino/templário até o topo de estruturas estreitas (exatamente como sempre fez o bom e velho Ninja Gaiden).
Vale nota aqui também para o bom retorno dos dardos de Edward Kenway, novamente com duas munições à disposição — sendo possível colocar os inimigos para dormir ou torná-los irremediavelmente insanos, de forma que passem a atacar os próprios companheiros.
Os Templários têm os melhores brinquedos
A despeito das questões pessoais que levaram Shay a se juntar aos Templários, fato é que há pelo menos uma recompensa de cunho prático para essa escolha: os armamentos. De fato, os Templários têm um arsenal respeitável — e você, como novo membro improvável, acaba por ganhar acesso a esses recursos.
Há, por exemplo, um lançador de granadas que, embora bastante primitivo, certamente faz um belo estrago — incluindo munições de fumaça e de estilhaços. A associação com os sujeitos da cruz também traz armamentos de ponta para o seu navio, o Morrigan.
A inteligência artificial às vezes pena
Diante da boa história e da amplidão do mundo de Assassin’s Creed Rogue, é até difícil não fazer vista grossa para a forma como alguns dos habitantes destes EUA revolucionários se portam no seu dia a dia. Ocorre, entretanto, que às vezes a coisa é realmente cômica — chegando a diminuir a seriedade de tudo, mesmo que apenas por alguns momentos.
Em certa ocasião, por exemplo, este redator se deparou com vários soldados franceses disparando contra alvos estofados, a fim de treinar. Após derrubar dois deles e causar alguma comoção no terceiro... Percebi que o sujeito simplesmente se convenceu de que o melhor seria ignorar o fato e continuar a praticar tiro ao alvo.
Ademais, também não são raros os momentos em que soldado atrapalhado acaba preso em uma única rota, repetindo estupidamente o mesmo movimento até que você resolva “livrá-lo” da sua miséria.
O rápido e elegante Morrigan
O navio Morrigan é obtido por Shay logo no início da trama, após uma sequência de desventuras. Embora esteja um tanto “judiado” inicialmente, é fácil perceber logo de cara que a Ubi andou apertando algumas porcas das batalhas navais de Assassin’s Creed.
O Morrigan é notavelmente mais rápido e mais controlável do que o navio de Edward Kenway. E, é claro, pode ser todo armado com munições variadas, podendo ainda despejar óleo flamejante da sua traseira. Adicionalmente, um último estágio de velocidade deve ajudar a cobrir espaços maiores — embora seja impossível efetuar disparos nesses momentos.
Um belo fechamento para a sétima geração
Assassin’s Creed Rogue certamente é mais do que apenas um último esforço dos Assassinos na sétima geração de consoles. Embora a familiaridade com Black Flag e Assassin’s Creed 3 possa sugerir aos desavisados “mais do mesmo”, bastam os primeiros contatos com a história dramática e “cinzenta” do dividido Shay Patrick Cormac para perceber que há muito mais aqui.
Por trás da familiaridade de mecânicas consagradas — incrivelmente funcionais e enxutas —, há uma bela história cheia de segredos, rostos familiares e novos parênteses para tramas que muitos acreditavam que já estavam fechadas. Paralelamente, as adições sutis às manobras de combate corporal e naval apenas tornam mais evidente o trabalho persistente da Ubisoft ao forjar uma jogabilidade stealth que beira a perfeição.
Isso tudo enquanto Rogue ainda deixa claro que a engine AnvilNext ainda tem muito gás para dar, trazendo ainda belas imagens e dinâmicas de iluminação, mesmo em um período tardio da sétima geração. Enfim, um Assassin’s Creed enxuto, objetivo e com uma belíssima história cheia de reviravoltas. Pode mesmo valer a pena se juntar ao front dos Templários, afinal.
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